Retail as media

Quem diria que passaríamos décadas esperando pela era dourada do varejo e, de repente, em função de uma pandemia, teríamos todas as perspectivas e expectativas potencializadas. Mais digital, quase “omnipresente”, customizado e interativo. O varejo, seja ele no e-commerce, na loja física ou no last-mile, foi um dos segmentos que mais se transformaram nestes últimos dois anos. E observar, neste contexto, a formação de verdadeiras potências de “mídia” é algo muito interessante.

O que Amazon, Mercado Livre, Magazine Luiza e tantos outros varejistas têm em comum é: criar ecossistemas que conectam compras e vendas, logística, finanças e uma série de outros itens indispensáveis a uma jornada de compra, fazendo com que a atenção do consumidor esteja cada vez mais focada em suas conveniências. No fim do dia, isso alimenta uma engrenagem importante do novo varejo: a publicidade. E é aqui que chegamos ao nome deste playbook: “Varejo como mídia”, ou, em outras palavras, um grande ecossistema de conteúdo e relevância.

E, neste jogo, como sinaliza meu grande amigo Alberto Pardo (Banano), fundador e CEO da Adsmovil, os varejistas saem na frente, porque possuem uma audiência pronta para comprar. “É o que as marcas buscam quando querem comunicar massivamente seus produtos e serviços. Elas se deram conta de que as plataformas de varejo não somente cumprem uma gestão de compra e venda, mas também se converteram em meios de comunicação”, afirma Banano, em entrevista a mais um playbook especial, publicado pela MMA Latam, em parceria com a Adsmovil.

Um material riquíssimo em informação, principalmente, neste terceiro trimestre de 2021, com o início da temporada de compras e a promessa de uma Black Friday histórica, que deve bater vários recordes em relação a 2020, quando as vendas do período chegaram a R$ 3,8 bilhões somente na sexta-feira que deu nome à data, alta de 25% em relação a 2019.